{"id":989242,"date":"2023-11-20T09:47:53","date_gmt":"2023-11-20T12:47:53","guid":{"rendered":"https:\/\/faculdadeunibras.com.br\/santaines\/?p=989242"},"modified":"2023-11-20T09:47:53","modified_gmt":"2023-11-20T12:47:53","slug":"a-educacao-antirracista-como-resposta-a-exclusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/faculdadeunibras.com.br\/santaines\/a-educacao-antirracista-como-resposta-a-exclusao\/","title":{"rendered":"A educa\u00e7\u00e3o antirracista como resposta \u00e0 exclus\u00e3o"},"content":{"rendered":"\r\n\r\n<em><strong>Num pa\u00eds profundamente desigual, caminho na luta contra o racismo estrutural e estruturante passa pela educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em>\r\n\r\n \r\n\r\nDesde que os colonizadores aqui colocaram os p\u00e9s pela primeira vez, em 1500, nossa sociedade inaugurou uma longa jornada de desprezo e avers\u00e3o a tudo que n\u00e3o era europeu. A partir da\u00ed, o Brasil se tornou um pa\u00eds racista. Os mais variados indicadores socioecon\u00f4micos n\u00e3o discordam: neste pa\u00eds os brancos vivem melhor que os n\u00e3o-brancos. O caminho para modificar essa realidade \u00e9 complexo e passa pela educa\u00e7\u00e3o antirrascista, uma proposta que prop\u00f5e utilizar o conhecimento como ferramenta de combate ao racismo.\r\n\r\n \r\n\r\nMas se os mais de quinhentos anos de racismo nos fizeram criar uma longa teia de comportamentos e disparidades cru\u00e9is, falar sobre o assunto n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples. A educa\u00e7\u00e3o antirracista prop\u00f5e que, para se combater o racismo, \u00e9 preciso inicialmente assumir que ele exista. E essa tarefa n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e requer despertar nos mais variados interlocutores a necessidade dessas conversas, cada qual com sua responsabilidade.\r\n\r\n \r\n\r\nEm pesquisa realizada pelo Instituto Peregum em parceria com o Projeto Setae &#8211; ambos representantes do ativismo negro no pa\u00eds &#8211; e o Ipec mostra que 81% dos brasileiros assumem que h\u00e1 racismo no Brasil. Dentre os entrevistatodos, 88% afirmam que negros s\u00e3o mais criminalizados que brancos, e 84% acreditam que pretos e pardos recebem tratamento policial diferente.\r\n\r\n \r\n\r\nNo entanto, a situa\u00e7\u00e3o muda quando a responsabiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 levada em conta: somente 11% assumem ter algum tipo de comportamento racista. Outros 10% acreditam trabalhar numa institui\u00e7\u00e3o racista, e 12% concordam que h\u00e1 racismo no ambiente familiar. \u00c9 olhando para essa lacuna onde existe o racismo, mas quem o pratica \u00e9 sempre o outro, que \u00e9 preciso buscar maneiras de abordar a educa\u00e7\u00e3o antirracista.\r\n\r\n \r\n\r\nA pesquisa do IBGE mais atualizada, a PNAD cont\u00ednua 2022, mostra que cerca de 57% da popula\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o se identifica como branca. Por outro lado, quando se observa a inser\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o-brancos no ambiente profissional, somente 29,5% dos cargos gerenciais eram assumidos por eles. Em 2021, s\u00f3 19,1% dos propriet\u00e1rios rurais no pa\u00eds eram pretos ou pardos, e a taxa de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza dobra ou quase dobra quando comparados os brancos e os pretos e pardos.\r\n\r\n \r\n\r\nAs taxas de viol\u00eancia tamb\u00e9m s\u00e3o uma boa amostra do quanto o racismo estrutural \u00e9 predominante na sociedade brasileira. De acordo com os dados, o \u00edndice de homic\u00eddio para pessoas brancas em 2021 foi de 11,5 para cada 100 mil habitantes. J\u00e1 o mesmo indicador mostra que esse \u00edndice foi de 21,9 para pretos e 34,1 para pardos.\r\n\r\n \r\n\r\n<strong>Garantia por lei<\/strong>\r\n\r\n \r\n\r\nO docente e diretor da Faculdade UniBRAS Santa In\u00eas, Jos\u00e9 Nilton, \u00e9 categ\u00f3rico em afirmar que a inclus\u00e3o dos negros e de qualquer minoria racial passa pela educa\u00e7\u00e3o. Como um homem negro, ele conta ter tido a oportunidade de frequentar espa\u00e7os dedicados a educa\u00e7\u00e3o, e que foi exatamente os estudos que o fizeram se identificar e autoafirmar como um homem negro, e se engajar na causa.\r\n\r\n \r\n\r\nNascido de uma fam\u00edlia pobre, ele conta que no passado n\u00e3o tinha essa consci\u00eancia, e por isso acabava relevando situa\u00e7\u00f5es de racismo como algo a n\u00e3o ser enfrentado. Hoje, ele argumenta que n\u00e3o se deixa intimidar. \u201cDepois que eu me descobri como homem negro, a historia mudou. Hoje n\u00e3o aceito, em hip\u00f3tese alguma, qualquer demonstra\u00e7\u00e3o de preconceito, seja qual for\u201d, relata o docente.\r\n\r\n \r\n\r\nPara Jos\u00e9 Nilton, \u00e9 sempre muito importante, como um educador em sala de aula, ter orgulho de sua negritude. E entende que o di\u00e1logo e a partilha de experiencias s\u00e3o as melhores formas de se abordar a educa\u00e7\u00e3o antirracista no ambiente escolar.\r\n\r\n \r\n\r\n\u201c\u00c9 preciso fazer com que o outro entenda que, dentro da sala de aula, n\u00f3s professores tamb\u00e9m somos alunos. Somos todos uma comunidade, que tem o objetivo \u00fanico de aprender. E eu como professor sou apenas um medidador\u201d.\r\n\r\n \r\n\r\nComo um religioso da Congrega\u00e7\u00e3o Marista, o docente entende que levar uma educa\u00e7\u00e3o inclusiva e se levantar contra qualquer discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 um dever pessoal, e relata que durante d\u00e9cadas de profiss\u00e3o essa postura tem obtido muito sucesso.\r\n\r\n \r\n\r\nA experi\u00eancia de Jos\u00e9 Nilton n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 muito v\u00e1lida, como tamb\u00e9m \u00e9 lei. J\u00e1 preparado para uma educa\u00e7\u00e3o antirracista, desde 2003 o Brasil conta com legisla\u00e7\u00e3o sobre o ensino de hist\u00f3ria e cultura negra na grade curricular de todas as escolas, sendo responsabilidade das institui\u00e7\u00f5es e autores abordarem a diversidade racial. Tamb\u00e9m h\u00e1 jurisprud\u00eancia que garante o direito das crian\u00e7as sobre os estudos dos povos origin\u00e1rios.\r\n\r\n \r\n\r\nMas entre a legisla\u00e7\u00e3o e a pr\u00e1tica h\u00e1 in\u00fameras brechas, e desde ent\u00e3o tem sido uma luta de movimentos sociais para a inclus\u00e3o desses conte\u00fados na grade curricular de forma efetiva, com resist\u00eancia de profissionais da educa\u00e7\u00e3o, pais e alunos. Tamb\u00e9m h\u00e1 desafios na correta abordagem da tem\u00e1tica, o que acaba gerando certa complexidade pela multiplicidade de realidades Brasil afora.\r\n\r\n \r\n\r\nO pedagogo e docente do Centro Universit\u00e1rio UniFACTHUS, Bruno In\u00e1cio, diz n\u00e3o ter d\u00favidas que o racismo atrapalha na inclus\u00e3o de pessoas na educa\u00e7\u00e3o e no mercado de trabalho. \u201cNossa hist\u00f3ria \u00e9 muito cruel com pessoas negras. Muitas vezes s\u00e3o pessoas marginalizadas pela sociedade, que t\u00eam dificuldades em conseguir um emprego com renda compat\u00edvel com sua fun\u00e7\u00e3o. \u00c9 s\u00f3 perceber que, nas escolas das periferias, a grande maioria dos alunos s\u00e3o pardos ou pretos\u201d, relata.\r\n\r\n \r\n\r\nO relato do docente \u00e9 compat\u00edvel com os dados raciais sobre a educa\u00e7\u00e3o no Brasil. No Enem de 2021, como exemplo, 72,1% dos estudantes brancos que se inscreveram para o exame compareceram para realiz\u00e1-lo. No caso dos pretos esse percentual caiu para 60,2%, e os pardos 62,9%. Um pouco acima, mas ainda abaixo da m\u00e9dia dos brancos, tamb\u00e9m estavam os asi\u00e1ticos, com 65,8%. O \u00edndice se complica ainda mais quando se olha para os ind\u00edgenas, em que somente 55,3% compareceram para realizar a prova.\r\n\r\n \r\n\r\nPara o professor, \u00e9 ineg\u00e1vel que o racismo estrutural atrapalha no desenvolvimento dos alunos, principalmente as quest\u00f5es que est\u00e3o veladas. No caso do bullying, na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e infantil, Bruno argumenta que o racismo frequentemente aparece em meio \u00e0s discuss\u00f5es, e por isso passa pelo combate ao racismo falar sobre toler\u00e2ncia, e tratar das habilidades socioemocionais e humanit\u00e1rias dessas crian\u00e7as.\r\n\r\n \r\n\r\n\u201cNa educa\u00e7\u00e3o infantil, \u00e9 comum o aluno come\u00e7ar a perceber sua identidade, e se perceber diferente. \u00c9 comum que essas crian\u00e7as abordem um assunto ou outro, ou xinguem outro colega. Nesse caso, n\u00e3o podemos dizer que essa crian\u00e7a \u00e9 racista, porque se trata de uma fase de forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 algo que ainda est\u00e1 se construindo. \u00c9 nesse momento que o professor deve sentar com essa crian\u00e7a e trabalhar quest\u00f5es como identidade e cultura\u201d.\r\n\r\n \r\n\r\nJ\u00e1 no ensino superior, Bruno explica que seu maior contato com alunos negros \u00e9 justamente em cursos de licenciatura em que leciona, por ter um valor de mensalidade mais acess\u00edvel. Em algumas turmas h\u00e1 presen\u00e7a de mais de 50% de negros. Para o docente, apesar do imenso potencial, os alunos acabam apresentando algumas quest\u00f5es pelo tratamento que receberam ao longo de sua vida.\r\n\r\n \r\n\r\n\u201cFoi transmitido \u00e0 eles, durante sua exist\u00eancia, que a cultura deles vale menos que a cultura do outro. Gira em torno de uma tentativa de sobreposi\u00e7\u00e3o de cultura, como se houvesse uma melhor que a outra\u201d.\r\n\r\n \r\n\r\nO pedagogo explica tamb\u00e9m que, tradicionalmente, as regi\u00f5es com maior presen\u00e7a de pessoas n\u00e3o-brancas, ou seja, os bairros mais afastados, t\u00eam menos acesso a centros culturais, como cinemas e teatros. Nesse caso, a inclus\u00e3o tamb\u00e9m passa por levar essas pessoas a frequentarem esses espa\u00e7os, para terem o privil\u00e9gio de verem o novo, o diferente, e poderem explorar suas potencialidades.\r\n\r\n \r\n\r\n<em>(Texto. Bruno Corr\u00eaa &#8211; Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Ecossistema BRAS Educacional)<\/em>\r\n\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num pa\u00eds profundamente desigual, caminho na luta contra o racismo estrutural e estruturante passa pela educa\u00e7\u00e3o Desde que os colonizadores aqui colocaram os p\u00e9s pela primeira vez, em 1500, nossa sociedade inaugurou uma longa jornada de desprezo e avers\u00e3o a tudo que n\u00e3o era europeu. A partir da\u00ed, o Brasil se tornou um pa\u00eds racista. 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