{"id":992760,"date":"2025-04-07T09:22:02","date_gmt":"2025-04-07T12:22:02","guid":{"rendered":"https:\/\/braseducacional.com.br\/?p=992732"},"modified":"2025-10-23T11:07:18","modified_gmt":"2025-10-23T14:07:18","slug":"5-anos-depois-as-consequencias-da-pandemia-na-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/faculdadeunibras.com.br\/santaines\/5-anos-depois-as-consequencias-da-pandemia-na-educacao\/","title":{"rendered":"5 anos depois: as consequ\u00eancias da pandemia na Educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Um olhar espec\u00edfico sobre o conjunto de mudan\u00e7as que ainda permeiam o ensino mesmo ap\u00f3s meia d\u00e9cada da emerg\u00eancia sanit\u00e1ria<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Era uma quarta-feira comum como todas as outras. Ou ao menos assim parecia. Mas no dia 11 de mar\u00e7o de 2020 a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade declarava a pandemia de COVID-19, e com isso uma s\u00e9rie de consequ\u00eancias. O que antes pareciam 15 dias excepcionais se converteram em meses de isolamento social, incluindo as salas de aula. Mas algumas coisas nunca mudaram, e certas consequ\u00eancias da pandemia na educa\u00e7\u00e3o continuam mesmo ap\u00f3s 5 anos, tanto negativas quanto positivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da \u00e1rea profissional e de todos os outros aspectos alterados de nossas rotinas, a ideia de uma sala lotada no contexto de uma doen\u00e7a infecciosa transmiss\u00edvel por got\u00edculas a\u00e9reas era inimagin\u00e1vel. De imediato, uma das primeiras consequ\u00eancias da pandemia na educa\u00e7\u00e3o em todo o mundo foi a suspens\u00e3o das aulas presenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas institui\u00e7\u00f5es de ensino, mais bem preparadas, habilitaram o modo de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia de imediato. Outras somente suspenderam as atividades, mas foram obrigadas a retom\u00e1-las remotamente, j\u00e1 que os 15 dias se converteram num per\u00edodo muito maior. A partir disso, se iniciou uma corrida para a melhora no ensino remoto de modo antes nunca vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas as consequ\u00eancias da pandemia na educa\u00e7\u00e3o foram muito al\u00e9m. Elas passavam pela falta de acesso \u00e0 equipamentos digitais, \u00e0 conex\u00e3o de internet bando larga, as quest\u00f5es financeiras, econ\u00f4micas e sociais. Muito foi devidamente resolvido na correria, e outros \u201cganchos\u201d continuaram, com graves preju\u00edzos na aprendizagem.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto n\u00e3o houve s\u00f3 problemas. Historicamente, quando a humanidade passa por grandes desafios, ela d\u00e1 saltos em desenvolvimento tecnol\u00f3gico e social. E isso aconteceu tamb\u00e9m na \u00e1rea educacional, com novas metodologias e formas de ensino que continuaram mesmo depois da emerg\u00eancia sanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 com o olhar espec\u00edfico para as consequ\u00eancias da pandemia na educa\u00e7\u00e3o de forma permanente \u00e9 que buscamos juntos a docentes e especialistas as realidades, tanto boas como ruins, que ainda permeiam o campo educacional, mesmo ap\u00f3s 5 anos desse fato hist\u00f3rico que marcou uma gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. Sa\u00fade mental<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dos diversos problemas que vieram em conjunto com a pandemia, a crise de sa\u00fade mental foi um dos maiores deles. Desde os primeiros momentos das restri\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, especialmente da &#8220;quarentena&#8221;, as primeiras queixas foram relacionadas ao<\/p>\n\n\n\n<p>bem-estar psicol\u00f3gico. As consequ\u00eancias profissionais e financeiras da pandemia tamb\u00e9m colaboraram fortemente para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade divulgou um relat\u00f3rio em que mostrava o aumento na preval\u00eancia de casos de ansiedade e depress\u00e3o em 25% em todo o mundo. Essa crise de sa\u00fade mental foi sentida tamb\u00e9m de modo especial nas institui\u00e7\u00f5es de ensino, que perceberam um aumento do estresse entre estudantes e docentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa feita em parceria da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do estado de S\u00e3o Paulo com o Instituto Ayrton Senna, tamb\u00e9m em 2022, mostrava que 2 em cada 3 estudantes do ensino p\u00fablico do estado apresentavam queixas relacionadas \u00e0 sa\u00fade mental. Uma outra pesquisa da Universidade Federal da Bahia (UFBA) com cerca de 509 alunos da gradua\u00e7\u00e3o mostrava que 78,6% deles tinham algum desconforto mental.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedagogo e docente do Centro Universit\u00e1rio UniFACTHUS, Bruno Pereira, concorda que o isolamento social provocou o aumento de doen\u00e7as mentais j\u00e1 antes conhecidas pela comunidade escolar, mas n\u00e3o em n\u00edveis t\u00e3o elevados quanto os verificados hoje. Para ele, isso prova o qu\u00e3o importante \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o social no processo de aprendizagem. Atuante tanto no ensino superior quanto fundamental, ele sente isso em todos os ambientes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 alguns dias uma colega docente de uma turma com alunos em torno dos 5 anos se queixava de perceb\u00ea-los muito imaturos, e eu destaquei que esses alunos dela s\u00e3o hoje as crian\u00e7as que nasceram na pandemia. S\u00e3o alunos que passaram entre dois e tr\u00eas anos isolados&#8221;, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para reverter esse quadro, as institui\u00e7\u00f5es de ensino devem estar atentas aos sinais de estresse e adoecimento tanto entre alunos quanto entro professores, e inclu\u00edrem a Educa\u00e7\u00e3o Socioemocional em suas abordagens pedag\u00f3gicas. \u00c9 um trabalho longo e dif\u00edcil de recupera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o deve ser minimizado ou menosprezado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. O ensino \u00e0 dist\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Antes de 2020, havia uma forte aposta pela expans\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia por parte de muitos especialistas e institui\u00e7\u00f5es de ensino, mas nada realmente compar\u00e1vel ao cen\u00e1rio atual. A ideia inicial era a de que, aos poucos, com a expans\u00e3o da modalidade e o \u00eaxito na forma\u00e7\u00e3o de estudantes e profissionais, nos converter\u00edamos de maneira gradual ao ensino remoto.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a pandemia mudou o cen\u00e1rio de forma abrupta. Se antes era opcional estudar e lecionar remotamente, naquele momento j\u00e1 era &#8220;obrigat\u00f3rio&#8221;. A desconfian\u00e7a que muitos tinham da efic\u00e1cia desse modelo acabou sendo colocada a prova de maneira muito mais abrangente e inesperada, e a expans\u00e3o do EaD \u00e9 uma das maiores consequ\u00eancias da pandemia na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda essa emerg\u00eancia j\u00e1 era sentida quando o Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior de 2021 mostrava um crescimento de 474% de cursos universit\u00e1rios \u00e0 dist\u00e2ncia na d\u00e9cada anterior. Era \u00f3bvio, no entanto, associar esses resultados impressionantes com o per\u00edodo imediatamente anterior, j\u00e1 que a pandemia se iniciou em 2020. Mas os \u00edndices se sustentaram nos anos seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior de 2023 \u2013 o mais recente divulgado at\u00e9 agora &#8211; houve uma retra\u00e7\u00e3o de 49 mil vagas presenciais no ensino superior brasileiro, ao mesmo tempo que um crescimento de mais de 600 mil remotas. O resultado foi um crescimento de mais de 700% na d\u00e9cada anterior. Ainda de acordo com os dados, os cursos de licenciaturas s\u00e3o esmagadoramente remotos, ultrapassando os 80%.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal cen\u00e1rio mostra que os estudantes e docentes v\u00eam adotando fortemente a modalidade a dist\u00e2ncia, seja de forma total ou h\u00edbrida, e com isso h\u00e1 novos desafios para o campo educacional, j\u00e1 que ao facilitar o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualquer ponto com conex\u00e3o \u00e0 internet, vencemos dist\u00e2ncias e desafios estruturais e log\u00edsticos imensos, num pa\u00eds gigante e desigual.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto \u00e9 sempre importante entender que uma nova modalidade de ensino tamb\u00e9m requer outros focos de aten\u00e7\u00e3o, como a efic\u00e1cia dessa forma\u00e7\u00e3o, a disciplina e colabora\u00e7\u00e3o dos alunos, assim como as novas abordagens pedag\u00f3gicas. Estar em sala de aula \u00e9 diferente de estar em um ambiente virtual, para todos os envolvidos nesse processo de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor do Centro Universit\u00e1rio UniFACTHUS, Roberto Campos, a familiariza\u00e7\u00e3o com ferramentas digitais \u00e9 um aspecto muito positivo que a pandemia deixou no ensino. &#8220;Enriqueceu o processo educativo como um todo. Tanto alunos quanto professores tiveram que desenvolver habilidades digitais tecnol\u00f3gicas que, hoje em dia, ambos dificilmente conseguiriam ficar sem&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedagogo Bruno Pereira tamb\u00e9m concorda como ponto positivo a ado\u00e7\u00e3o de ferramentas digitais antes n\u00e3o amplamente utilizadas, mas para ele as vantagens, com a flexibiliza\u00e7\u00e3o do ensino como ponto destaque entre as consequ\u00eancias da pandemia na Educa\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, tamb\u00e9m houve o desenvolvimento da autonomia dos alunos no processo de aprendizagem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Muitos alunos desenvolveram essa habilidade de maior autonomia na aprendizagem naquela \u00e9poca, e que continua at\u00e9 hoje. Eles tiveram que aprender a gerenciar melhor o seu tempo, naquele momento que o estudo n\u00e3o tinha a supervis\u00e3o direta do professor&#8221;, exp\u00f5e.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Acesso \u00e0 tecnologia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ensino \u00e0 dist\u00e2ncia n\u00e3o existe sem conex\u00e3o \u00e0 internet, e portanto o acesso \u00e0 tecnologia, conex\u00e3o e dispositivos digitais est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 expans\u00e3o do ensino remoto. Mas isso n\u00e3o era simples no in\u00edcio da pandemia, e logo os problemas surgiram.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio, o questionamento era por onde as aulas se dariam. Assim, ferramentas como o Google Meet, Zoom, e o Microsoft Teams, que antes tinham car\u00e1ter ainda experimental para a maioria dos educadores, se tornaram imediatamente fundamentais. Outras ferramentas para auxiliar na din\u00e2mica das aulas tamb\u00e9m foram incorporadas com rapidez.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando a pandemia come\u00e7ou, eu trabalhava numa pasta da secretaria municipal de educa\u00e7\u00e3o, na diretoria de ensino aqui da cidade, e foi tudo muito complexo porque n\u00f3s n\u00e3o ach\u00e1vamos na literatura nada semelhante. Tivemos realmente que reinventar&#8221;, diz Bruno.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da quest\u00e3o das ferramentas e metodologias a se adotadas, os educadores esbarravam ainda num velho problema do pa\u00eds: a desigualdade no acesso a servi\u00e7os. Com uma diferen\u00e7a socioecon\u00f4mica t\u00e3o acentuada, professores e estudantes com melhores condi\u00e7\u00f5es financeiras tinham melhores dispositivos tecnol\u00f3gicos e acesso \u00e0 internet, enquanto os mais pobres agonizavam.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse abismo no acesso \u00e0s tecnologias afetava diretamente o rendimento dos alunos, num pa\u00eds que tem como forte miss\u00e3o garantir o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de qualidade para vencer a forte desigualdade de renda. N\u00e3o garantir esse acesso significaria, automaticamente, retroceder um trabalho de d\u00e9cadas de esfor\u00e7os da educa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio desafiador foi muito aliviado pelos esfor\u00e7os conjuntos de professores, alunos, respons\u00e1veis e autoridades governamentais para garantir esse acesso. Com o fim da pandemia, muitos tamb\u00e9m retornaram ao presencial, o que aliviou parte dessa tens\u00e3o. Mas como a tecnologia na educa\u00e7\u00e3o p\u00f3s-pandemia evoluiu para a inclus\u00e3o de ferramentas digitais de forma irrevers\u00edvel, o acesso \u00e0 tecnologia se tornou ainda mais relevante no ambiente educacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do IBGE mostram que em 2023 92,5% das resid\u00eancias brasileiras tinham acesso \u00e0 internet banda larga, variando entre fixa e m\u00f3vel. No entanto enquanto nas \u00e1reas urbanas o acesso era de 94,1%, e na \u00e1rea rural era de 81%. H\u00e1 tamb\u00e9m algumas diferen\u00e7as entre as regi\u00f5es do pa\u00eds, embora sejam pequenas. Mas a desigualdade de acesso entre o campo e a cidade est\u00e1 diminuindo, saindo de 40% em 2016 para 13,3% em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Agora \u00e9 muito importante trabalhar para reduzir as desigualdades de acesso&#8221;, explica o professo Roberto Campos. O encontro desse cen\u00e1rio com a incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias de forma permanente, como a chegada da intelig\u00eancia artificial no ensino, requer tamb\u00e9m uma reflex\u00e3o mais aprofundada da comunidade escolar sobre como utilizar melhor esses recursos, de acordo com o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o tenho d\u00favidas de que a pandemia nos ensinou muito sobre resili\u00eancia e adapta\u00e7\u00e3o. O desafio agora \u00e9 encontrar um equil\u00edbrio entre os benef\u00edcios das inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e a import\u00e2ncia das intera\u00e7\u00f5es presenciais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o professor Bruno Pereira \u00e9 um pouco menos otimista. Para ele, ainda h\u00e1 grande desigualdade de acesso a tecnologia, e isso a pandemia deixou marcas profundas na<\/p>\n\n\n\n<p>educa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, como a desfasagem escolar, em que parte dos alunos n\u00e3o recuperaram os preju\u00edzos dos conte\u00fados perdidos, e a evas\u00e3o escolar, j\u00e1 que muitos deles perderam o v\u00ednculo com a escola.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Alguns estudos e as pr\u00f3prias avalia\u00e7\u00f5es do Ideb nos mostram que houve sim um retrocesso na aprendizagem, principalmente nas redes de educa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se preocuparam em ter um plano claro e efetivo de recomposi\u00e7\u00e3o dessas aprendizagens no p\u00f3s-pandemia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, ainda falando em tecnologia, ele destaca que, por parte dos docentes, um ponto positivo foi a capacita\u00e7\u00e3o de professores para o ensino digital. &#8220;At\u00e9 ent\u00e3o n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos essa capacita\u00e7\u00e3o, e com o cen\u00e1rio da pandemia isso mudou&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Sobrecarga aos docentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Muito se fala sobre a sa\u00fade mental dos alunos no p\u00f3s-pandemia, e a import\u00e2ncia da inclus\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Socioemocional no curr\u00edculo escolar, mas pouco se fala sobre as sa\u00fades mental e f\u00edsica dos docentes. Afinal, os grandes respons\u00e1veis pela implementa\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as no ambiente de ensino foram eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse cen\u00e1rio em que os professores tiveram que se adaptar a uma rotina completamente diferente, prestar suporte de maneira \u00e1rdua e ainda atuar muitas vezes tanto na modalidade presencial quanto remota provocou uma grande sobrecarga sobre os docentes, que \u00e9 citada tanto pelo professor Roberto quanto o professor Bruno.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor Bruno, al\u00e9m dos esfor\u00e7os da adapta\u00e7\u00e3o ao ensino remoto, muitos professores tamb\u00e9m arcaram como os custos financeiros dessa nova modalidade de ensino. J\u00e1 Roberto explica uma combina\u00e7\u00e3o de fatores que precarizaram o trabalho do docente na pandemia e que permanecem at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;J\u00e1 testemunhei v\u00e1rios casos de sobrecarga docente. Os professores t\u00eam lidado com dupla jornada de trabalho, combinando presencial e virtual, e uma forte press\u00e3o por resultados e demandas por atualiza\u00e7\u00e3o constante em tecnologia. Isso tem levado a casos de s\u00edndrome de burnout e crises de ansiedade&#8221;, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse panorama apresentado pelos professores coincide com os n\u00fameros apresentados por diversos estudos sobre o tema. Em uma pesquisa de 2023 realizada pelo Ipec e feita com docentes brasileiros, cerca de 71% deles se diziam estressados. Um outro estudo da Unifesp mostra que cerca de 1 a cada 3 professores tem queixas e sintomas de esgotamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para especialistas, o caminho para uma melhora no cen\u00e1rio da qualidade laboral e de vida como um todo dos docentes passa pela conscientiza\u00e7\u00e3o do problema por parte da institui\u00e7\u00f5es de ensino. Nesse sentido, \u00e9 preciso reconhecer a exist\u00eancia do problema, conhecer as queixas dos professores, dar um suporte maior aos profissionais e entender que a sa\u00fade mental no campo educacional envolve a todos, e n\u00e3o somente os alunos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os professores tamb\u00e9m conquistaram algo muito bom. Para Bruno Pereira, na pandemia se iniciou algo que se manteve at\u00e9 hoje: a valoriza\u00e7\u00e3o do protagonismo do professor no cen\u00e1rio escolar. &#8220;As fam\u00edlias e as comunidades puderam perceber o qu\u00e3o impactante \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o de um professor na vida de um aluno. Os pais perceberam isso, e eu acho que come\u00e7ou a\u00ed um movimento de valoriza\u00e7\u00e3o docente importante&#8221;.<strong> (Texto: Bruno Corr\u00eaa \u2013 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Ecossistema BRAS Educacional)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um olhar espec\u00edfico sobre o conjunto de mudan\u00e7as que ainda permeiam o ensino mesmo ap\u00f3s meia d\u00e9cada da emerg\u00eancia sanit\u00e1ria Era uma quarta-feira comum como todas as outras. Ou ao menos assim parecia. 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