Como utilizar a IA para estudar melhor

31 de março de 2026

Recursos de inteligência artificial podem facilitar a vida de docentes e professores quando bem utilizados Ver a inteligência artificial como inimiga da Educação já é uma ideia um tanto quanto ultrapassada. Entre educadores de todos os níveis de ensino há hoje uma construção de consenso sobre as possibilidades em se utilizar a IA para estudar melhor – e ensinar também. Tudo depende da maneira como se utiliza essas ferramentas, assim como outros recursos tecnológicos em que estamos familiarizados há mais tempo. Muito além dos famosos recursos de redação, resumo e plágio que assustaram docentes em todo o mundo, outros recursos bem empregados podem ser aliados de alunos e docentes quando o assunto é usar a IA para estudar melhor. Algumas atividades repetitivas e maçantes podem ser delegadas à ferramenta, por exemplo, o que pode liberar mais tempo para outros conteúdos de relevância. O pedagogo e docente da UniBRAS Digital, Rafael Moreira, explica que a inteligência artificial pode contribuir bastante para a aprendizagem, desde que algumas condições sejam respeitadas. Para o educador, a chave está em entender o que se quer das plataformas de IA, e assim saber demandar e se utilizar dessas ferramentas de forma clara e adequada. “A IA não pode ser uma ferramenta determinante para que o aluno ou professor atribua a ela suas responsabilidades pessoais no processo educacional. Isso porque a partir do momento em que se delega à inteligência artificial uma atribuição que na verdade é nossa, como seres pensantes, isso nos transforma em sujeitos passivos na jornada da Educação, e o pensamento crítico é prejudicado”. Para ele, essas ferramentas podem ser parceiras do estudante ou do professor no sentido de aperfeiçoar conteúdos, de acordo com a necessidade de cada um. Mas isso não deve, porém, substituir a criação, com esforço pessoal, desses conteúdos em si. Pensando na constante evolução das ferramentas educacionais, e na busca por melhores fontes de facilitação de rendimento de educadores e estudantes, selecionamos aqui algumas formas em que se pode utilizar a IA para estudar melhor. 1. Corrigir textos Quem está familiarizado com escrever textos frequentemente sabe que não se pode entregar qualquer material sem antes revisá-lo atentamente. Gramática, concordância, pontuação, são muitas as possibilidades de equívocos. No entanto, muitas vezes simplesmente revisar não é suficiente: há erros que passam despercebes, mesmo aos olhares mais atentos. É aí que entra a inteligência artificial: solicitar à ferramenta que revise todos o texto depois de revisá-lo pessoalmente diminui drasticamente as chances de entregar o conteúdo escrito de maneira inadequada. Mas não basta apenas escrever e pedir correção, já que a IA não está isenta de erros. É importante fazer uma revisão antes, e utilizar a ferramenta tecnológica para uma checagem dupla. Também é importante pedir à IA para que explique as substituições feitas, no sentindo de entender quais seriam esses erros e assim aperfeiçoar a escrita. Além disso, nem toda substituição faz sentido, e a última decisão deve ser sempre do autor. É nesse momento que o estudante ou docente impõe sua autonomia intelectual, fundamental nos processos de aprendizagem e ensino. 2. Organizar materiais educativos O estudante ou professor que nunca teve problemas para fazer uma planilha não sabe o que é passar por um perrengue. Algumas atividades demandam mais que conhecimento, como habilidades técnicas que muitas vezes não dominamos. E a inteligência artificial pode ser uma grande parceira nesses momentos. A IA pode ajudar a organizar materiais por temas e afinidades, separar conteúdos para planilhas e organogramas, ajudar com prompts para ferramentas como o Excel, auxiliar na realização de slides e outras apresentações. As possibilidades são infinitas, e os resultados podem ser empolgantes. Vale lembrar que é preferível ir construindo esses conteúdos junto à IA, e não simplesmente delegar os conteúdos à ferramenta em sua totalidade, já que ao construir esses materiais desenvolvem-se etapas fundamentais no processo de aprendizagem. E quando se pensa em utilizar a IA para estudar melhor, também é relevante pedir auxílio à ferramenta para entender as dúvidas de maneira construtiva, em que se aprende com autoridade e se consiga no futuro replicar esse conhecimento adquirido sem a ajuda da tecnologia. 3. Entender erros e superar falhas Receber uma prova corrigida em que muitas questões estavam incorretas é uma frustração no mundo acadêmico, mas mais importante que buscar boas notas é justamente absorver o conteúdo adequadamente. Para isso, também se pode utilizar a IA para estudar melhor, já que a ferramenta pode avaliar e apontar os eventuais erros e as respostas corretas. É importante ter a disposição em entender de forma didática o erro, e tentar fazer o exercício de maneira distinta ao que foi aplicado no teste ou trabalho. Outro ponto de atenção é que, em caso que persista a dúvida, torna-se essencial revisar o conteúdo com o professor, já que ele é a referência no assunto. Por último, não se deve obviamente utilizar da inteligência artificial para resolver questões e problemas, já que a prática do exercício é imprescindível para o aprendizado. 4. Converter conteúdos para texto Se há um exercício realmente desanimador é converter o conteúdo de gravações de áudio ou vídeo, com aulas, explicações de docentes ou mesmo eventos e palestras, em texto. Passa-se muito tempo para conseguir decupar um conteúdo de minutos, por exemplo, e assim a produtividade do tempo de estudo é fortemente prejudicada. Mas encaminhar esse conteúdo à ferramentas de IA pode ajudar a economizar muito do tempo de revisão do conteúdo, e essa economia de tempo pode ser remanejada para outras atividades que de fato são mais produtivas. Além das tradicionais plataformas de chat de inteligência artificial, a ferramenta Blip Vira Texto, por exemplo, é uma forte aliada quando o assunto é transcrever áudios de WhatsApp, isso sem necessidade de exportar o conteúdo para outras plataformas. Outro recurso interessante pode ser converter arquivos PDF, com os seus mais variados tipos de mídia – como gráficos e organogramas – em texto. Também vale pedir um resumo para a plataforma IA caso o tempo esteja curto, extraindo assim do material seus pontos de maior relevância. (Texto: Bruno Corrêa – Assessoria de Comunicação Ecossistema BRAS Educacional)

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